A FUP volta a se reunir com a Petrobrás e subsidiárias para mais uma rodada de negociação do ACT

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A FUP inicia a reunião com a Petrobrás, repudiando o fato da empresa ter recebido o juiz federal Sérgio Moro, o que, no entender da Federação, foi completamente inapropriado. “Não somos contrários ao combate à corrupção, mas não podemos admitir que por conta disso se destrua a Petrobrás e todo um setor que é fundamental para o país, como é a indústria de óleo e gás”, destacou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele citou exemplo de outras empresas que enfrentam problemas graves com corrupção, como a Sansung, a Volkswagen e a SBM, que tiveram executivos presos, mas os investimentos preservados. “A Shell, por exemplo, tem vários processos de corrupção no mundo, está envolvida em lobby aqui no Brasil para ser beneficiada no Pré-Sal e com isenções de tributos e em momento algum teve seus negócios afetados”, denunciou Zé Maria.

“Não aceitamos que um juiz seletivo venha aqui nos ensinar o que fazer, propondo que os trabalhadores sejam dedo-duro, que a evolução patrimonial dos trabalhadores seja acompanhada, gerando crime policialesco na companhia, enquanto os verdadeiros criminosos estão soltos. Pior do que tudo isso é o presidente da Petrobras sugerir monitoramento nos e-mails dos trabalhadores”, criticou Zé Maria, destacando que o custo social da lava jato é muito maior do que os valores que operação devolveu à empresa.

 

Última modificação emTerça, 12 Dezembro 2017 15:39